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Spring Awakening – meu vicio atual.

quinta-feira, 2 de dezembro de 2010 @



 

 Há muito tempo eu ouvia falar de “Spring Awakening” como sendo um musical revolucionário e impactante, mas quando vejo os entusiastas por musicais lotarem os tópicos de fóruns sobre um determinado musical eu fico com o pé atrás, já me decepcionei varias vezes indo com a opinião da maioria, como aconteceu com “Guys and Dolls”.

Quando “Spring Awakening” ganhou a sua adaptação brasileira (O Despertar da Primavera), não demorou muito para sua trilha sonora em português ficar disponível na internet, foi assim que conheci o espetáculo, através de sua trilha brasileira. O áudio adaptado ficou ótimo e ganhou um espaço na minha “playList” e foi um passo para eu ver o musical.










(Original Broadway Cast)

  Depois de ver o Despertar da Primavera, baixei o Spring Awakening para dar uma conferida, e não deu outra, o musical entrou pra minha lista dos melhores.

Acho que o sucesso desse musical foi devido à sensualidade extrema que ele apresenta, a descoberta da sexualidade, e a opressão vivida por jovens em uma época onde tudo era proibido e regido pelas leis claras e rígidas da igreja.

O espetáculo apresenta todos os elementos que eu aprecio em um musical: ótimas músicas, diálogos cantados, uma história envolvente, personagens carismáticos e interessantes.
O grande trunfo desse espetáculo são as suas musicas, que não coincidem com época em que a historia se desenrola, os jovens do período pós guerra, nesse musical, escutam rock e abusam de palavrões

Confiram a baixo o vídeo legendado da apresentação no Tony Award com o elenco original da Broadway:


Spring Awakening
from DanMoura on Vimeo.

Próximo do Normal.

quarta-feira, 6 de outubro de 2010 @



 









Next To Normal mostra a sanidade lutando contra a loucura

Quando eu gosto de algo eu gosto pra valer, se gosto de um filme assisto o tempo todo, se gosto de uma musica eu a escuto no “Repeat” do mp4 e se eu gosto de um musical, ai junta a fome com a vontade de comer e o musical não sai da minha cabeça.
Eu lembro, por exemplo, quando vi RENT pela primeira vez, eu estava no ensino médio e participava de um Cine Clube metido a Cult, e um dos meus amigos me apresentou ao musical, foi amor a primeira vista, RENT era lindo e as musicas não saiam da minha cabeça, desde “Season of Love”, passando por “Another Day” até chegar em “No Day But To Day”. Quando eu vi o espetáculo da Broadway foi questão de honra viciar em RENT todos os meus amigos, cinéfilos, fãs de teatro e até a minha irmã entrou no clima de RENT e contou “525.600 minutes”.











RENT - Broadway

Porém fazia dois anos que nenhum musical havia me tocado tanto quanto RENT me tocou com sua historia profunda e suas musicas lindas, até eu conhecer “Next To Normal”, um musical que aborda um assunto um tanto estranho mas muito bem explorado: Depressão, Bipolaridade e todo o mal que causam em uma família.


“Next To Normal” me lembra RENT em alguns aspectos, ambos têm o estilo Opera-Rock que “Jesus Cristo Super-Star”, “Godspell” e “Hair” apresentam, e uma historia um tanto inusitada, RENT abordando a vida de uma pessoa com AIDS e todo o submundo de Nova York, e Next To Normal abordando o drama que uma família passa ao ver sua mãe afundar na depressão.



Depressão e Drama Familiar:










Next To Normal: Diana e seu Psiquiatra

Next To Normal conta a historia de Diana, uma mãe ausente que após a morte de seu filho entra em depressão, afetando assim toda a sua família.

O Musical mostra como é difícil para uma família ter um membro nesse estado, e o momento em que esse membro se torna um fardo para essa família.

Foi algo que eu nunca vi na Broadway, uma historia tão original sendo mostrada de uma maneira tão simples, sem grandes cenários e números de dança. Um espetáculo que certamente não agrada a todos por ser perturbador, intrigante e que quebra todos os padrões de um musical comercial da Broadway.

Next To Normal vai além do paciente em crise e da família afetada, e mostra o lado da própria depressão quando o personagem Gabe, o filho morto, aparece nas alucinações de Diana, mostrando toda a carga emocional que sofre uma pessoa com esse distúrbio.

Há momentos no espetáculo que não se sabe o que é real, e o que é alucinação, o que está realmente acontecendo ou o que é apenas a depressão que toma a forma de Gabe para persuadir Diana a cometer suicídio.



You don’t Know!

Um dos pontos máximos da peça é a interpretação da musica “You don’t Know”, onde o marido Dan, coloca Diana contra a parede mostrando que entende o problema por qual Diana está passando. É quando o filho morto Gabe entra em cena em forma de alucinação e tenta persuadir Diana do contrario.

Uma cena forte e comovente que me fez chorar feito um bebezão quando assisti pela primeira vez, e que fiz questão de Legendar para vocês verem o quão forte e quão linda a cena é!



Até a proxima!

 

Um novo blog, de novo.

sábado, 5 de junho de 2010 @



Olá pessoal, estou criando esse espaço para escrever aqui as coisas que eu achei chato de escrever quando estava lá, leia-se "lá" como o meu antigo blog, aquele eu eu não atualizava a três meses. 
Mas enfim, hoje eu resolvi criar mais um blog. Vamos ver se esse dura não é mesmo? 
Assim como a minha vida esse blog vai estar cheio de pequenos buguinhos, que eu pretendo ir arrumando aos poucos. E diferentemente da minha barriga esse blog não vai crescer muito, assim espero, uma vez que a minha vida é chata e eu não sou o suficientemente legal para atrair os leitores pra cá. Mas calma amigo, esse blog não está totalmente perdido, pois eu tenho uma arma secreta que só vou revelar no próximo post! (recurso que as novelas usam sempre para fazer o espectador otário voltar a ver o próximo capítulo!) um Grande abraço a todos!